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domingo, 18 de julho de 2010

Energia da Lama

Parece brincadeira, porém é possível gerar energia limpa através da lama.

Projeto da Universidade Federal de Rio Grande reaproveitará sedimento retirado de canal portuário para gerar energia suficiente para abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes.

Da mistura de lama, areia e resíduos orgânicos, retirada do fundo do mar, virá a energia capaz de abastecer uma cidade de 1 milhão de habitantes. Um projeto pioneiro desenvolvido no Rio Grande do Sul promete gerar energia elétrica a partir de micro-organismos presentes nos sedimentos da dragagem do canal do Porto de Rio Grande. Em cinco anos, a usina ecológica poderá chegar ao pico de 580 MWh e economizar até R$ 6 bilhões.

– É a capacidade de uma termelétrica do porte de Candiota, sem a produção de gás carbônico. Uma nova fonte de energia, com grande potencial de exploração – destaca o professor Fabrício Santana.

As dragagens são processos para remover sedimentos que se acumulam com o tempo no fundo do mar, a fim de manter ou aumentar a profundidade dos canais portuários, garantindo o acesso seguro dos navios. Em Itajaí, Santa Catarina, é utilizado o sistema de injeção d’água, que limpa o canal e redistribui os sedimentos. Já em Rio Grande o sistema é o de sucção. Uma embarcação chamada draga suga os resíduos, descartados a 20 quilômetros da costa, em áreas de grandes profundidades.

É deste material, aparentemente sem serventia, que virá a energia elétrica, além de milhares de toneladas de areia e lama. Para isso, os pesquisadores adotam a tecnologia do micróbio elétrico (micro-organismo com capacidade de gerar eletricidade), que teve por base descobertas da década de 60, na Bélgica e nos Estados Unidos. O processo aproveita todo o sedimento retirado do canal. Areia e lama, que correspondem a 96% do material, podem ser comercializadas na construção civil. O restante, onde estão presentes os micróbios elétricos, é utilizado na produção de energia.

O processo aproveita a respiração desses micróbios, que durante a queima (oxidação) da matéria orgânica liberam elétrons, captados por um condutor que gera a corrente elétrica (eletrodos). Associado ao sistema, um circuito elétrico converte a voltagem para valores comerciais tradicionais – 110 ou 220 volts.

Em pequena escala, como nos trabalhos realizados em laboratórios hoje, a quantidade de energia obtidas parece pequena. Porém, como a dragagem do Porto do Rio Grande produz 1,5 milhão de metros cúbicos de sedimentos ao ano, os números decolam. Em cinco anos, segundo a previsão do próprio porto, serão removidos 6,5 milhões de metros cúbicos de resíduos.

A materialização dessa tecnologia depende da construção de uma planta piloto para o tratamento dos sedimentos, prevista para começar no segundo semestre. Para isso, a Secretaria Estadual da Ciência e Tecnologia investirá R$ 300 mil, o porto cederá a área e mais R$ 60 mil, e a Furg subsidiará outros R$ 640 mil, pagos em horas de trabalho dos pesquisadores. No total será investido R$ 1 milhão em três anos.

– Torna o processo de dragagem sustentável. Alia geração de renda e preservação ambiental – destaca o oceanólogo Lauro Calliari, estudioso dos sedimentos dragados.

Por Patrick Rubbo

Fontes: Zero Hora, e Portal PCH

segunda-feira, 12 de julho de 2010

O carro elétrico

Nesta década, os veículos elétricos, particularmente os automóveis, deixaram de constituir uma curiosidade histórica e um meio de transporte de uso restrito para se tornarem objeto de interesse global, tanto da indústria automotiva quanto das sociedades e respectivos governos.

Entendidos como aqueles nos quais pelo menos um dos eixos seja acionado por motor elétrico, proporcionam importantes vantagens em relação aos veículos convencionais, acionados por motor de combustão interna: menor emissão de poluentes e maiores eficiências energéticas. Portanto, reduzem o consumo de combustíveis e contribuem para preservar a qualidade do meio ambiente, urbano e global.

No Brasil ambos os aspectos são relevantes, tendo em vista o elevado nível de poluição urbana, causadora de notáveis prejuízos para a saúde da população, e a forte dependência do sistema de transportes em relação aos combustíveis fósseis, apesar do consumo de etanol ser hoje equivalente ao de gasolina. Atualmente, o setor de transportes utiliza mais de 50% dos derivados de petróleo e mais de 40% de toda a energia de origem fóssil consumida no país. Constitui, portanto, um dos setores que mais poderão contribuir para reduzir as emissões de gases de efeito estufa e de outros poluentes.

Por Bruno Dal Pont

sábado, 10 de julho de 2010

Projeto Educ@r

A USP tem um projeto chamado Educ@r onde disponibiliza amplo material sobre recursos naturais. Esse material pode ser usado por professores para criação de aulas sobre o assunto. Para conhecer mais sobre o projeto entre aqui.
Para ter acesso ao material sobre recursos naturais clique no link abaixo

Material Recursos Naturais

Por Juliano M.Colombo